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Microcrédito Solidário

Confiança que transforma vidas no Sul da Bahia

O que é o programa?

O Programa de Microcrédito Solidário, criado pelo Instituto Ciclos em parceria com o Escritório de Projetos EPEC/ UESC, nasceu em 2020 para apoiar mulheres empreendedoras em comunidades rurais, pesqueiras e periféricas do Litoral Sul da Bahia. Contando com apoio e patrocínio do Programa 92 y Ford Fellowship e ICE – Inovação em Cidadania Empresarial, da Fundação Cargill e do Instituto Assaí.

A ideia é simples: oferecer crédito acessível, sem burocracia, aliado a capacitação e acompanhamento. O resultado? Mais autonomia, renda e dignidade para famílias que antes estavam excluídas do sistema financeiro.

Impacto direto nas comunidades

200

famílias atendidas em seis comunidades da região

303

reais em empréstimos concedidos

89

pessoas beneficiadas

335

pessoas capacitadas em treinamentos

3

Empréstimos de R$ 1.000 a R$ 3.000 para pequenos negócios

95

mulheres beneficiadas, muitas delas negras, indígenas e chefes de família

Adimplência quase total, mostrando a força da confiança e da solidariedade

Reconhecimento nacional com o Prêmio Paul Singer

Comunidades beneficiadas:

Coopermata – produtoras rurais, Ituberá, Bairro Salobrinho (Ilhéus) – empreendedoras de periferia, Rede Mulheres da Vila (Itabuna), Pedras de Una – marisqueiras, Barra (Ilhéus) marisqueiras, Comunidade Maria Jape (agricultoras) e assentamento Frei Vantuy (agricultoras).

Mais que crédito:
transformação social!

O programa não entrega apenas dinheiro. Ele oferece:

  • Capacitação em gestão, comercialização e marketing
  • Apoio contínuo para fortalecer negócios locais
  • Acesso a direitos sociais e melhoria da qualidade de vida
  • Autonomia financeira e autoestima fortalecida
  • Redes comunitárias solidárias, que se apoiam mutuamente

Histórias que inspiram

Com o microcrédito, mulheres puderam investir em seus negócios, garantir alimentação para suas famílias, pagar tratamentos de saúde e apoiar a educação dos filhos. Cada empréstimo representa não só crescimento econômico, mas também esperança e novas oportunidades.

Simone Gualberto Santos

Simone é mãe de Janaina, bióloga de formação, mestre e doutora em botânica pela Universidade Federal de Viçosa. Trabalhou durante quinze anos como professora na União Metropolitana de Educação e Cultura – UNIME, atual Anhanguera.
Sempre gostou de empreender e levava o tema de “ser empreendedor” para sala de aula, pois considera que empreender liberta.
Em 2020 fundou, junto com outras mulheres, o ponto de cultura “mulheres da vila” no qual em sua origem foi muito mais um espaço terapêutico e de afirmação feminina que propriamente espaço de produção de peças (seja artesanato ou roupas). Foi através do crochê, da pintura e do fuxico, que muitas mulheres se redescobriram e, fortalecidas individualmente e no coletivo, iniciaram seus negócios.

“Me sinto parte da natureza e gosto de contribuir para a manutenção da vida neste lindo planeta chamado Terra.”

Isabela Maria Figueiredo de Carvalho

Isabela é mãe de dois filhos. Enfermeira de profissão, gosta do artesanato e percebeu que muitas mulheres do bairro Vila Sara em Itabuna/BA, se sentiam desvalorizadas e com baixa autoestima.

“Muitas mulheres não conseguiam nem se olhar no espelho, por isso começamos a estimular o encontro e o conhecimento entre nós e se abrir por meio da conversa, entre os afazeres do crochê, da pintura ou do fuxico, de forma a expandir seus horizontes pessoais, nesse sentido o projeto do Ciclos nos ajudou muito, pois além do microcrédito, tínhamos diversas capacitações para a gestão de nossos pequenos negócios.
Ficaria muito feliz se pudéssemos conseguir um local que tivesse movimento para ser nosso ponto de cultura. Um local fixo onde pudéssemos vender nossos produtos. Muitas mulheres vivem do artesanato e precisam muito disso. Atualmente participam ativamente do ponto de cultura “mulheres da vila” 78 mulheres.”

Sebastiana da Conceição Aquino

Sebastiana nasceu em Pedra de Una/BA e é mãe de três filhos. Atualmente trabalha como agente de saúde e beneficiando pescados e mariscos.
Faz parte da associação de pescadores e marisqueiras de Pedras de Una e está envolvida na criação da associação das mulheres pescadoras, marisqueiras e artesãs. Ao todo, são 35 mulheres que sentiram a necessidade de criar um espaço de governança que seja composto apenas por mulheres, pois segundo Sebastiana, facilita a organização e a gestão.
O projeto de microcrédito tem ajudado muito para melhorar a infraestrutura, seja comprando barco, geladeira, freezer ou abrindo uma lanchonete.

“Meu sonho é conseguir criar a associação de mulheres, adquirir terreno, construir a sede e permitir ajudar no desenvolvimento do grupo. Nós precisamos dar um passo de cada vez, ter foco e não desanimar. Um objetivo de vida é continuar a fortalecer as parcerias, pois isso tem ajudado muito a mudar a vida das pessoas. São pequenas vitórias que ao longo do tempo fazem a diferença.”

Por que apoiar?

A estratégia baseada na confiança, combinada com assessoramento técnico e relações horizontais, tem promovido autonomia financeira, redes de apoio, autoestima e justiça econômica para mulheres e comunidades invisibilizadas. A continuidade e ampliação deste programa são fundamentais para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, justo e inclusivo no Sul da Bahia.

Investir neste programa é acreditar em um modelo de desenvolvimento justo, inclusivo e sustentável. Seu apoio ajuda a ampliar o alcance do microcrédito solidário e fortalece comunidades que transformam confiança em futuro.