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Municípios Verdes

Mais do que um projeto, a iniciativa Municípios Verdes do CICLOS prevê articulação e cooperação com prefeituras e consórcios intermunicipais das regiões Sul, Extremo Sul e Baixo Sul da Bahia, com vistas à qualificação e treinamento de gestores e técnicos de órgãos públicos municipais e membros de conselhos municipais de Meio Ambiente.

O programa de treinamento em desenvolvimento deverá abarcar temas como elaboração de políticas públicas nas áreas de resíduos sólidos, arborização urbana, áreas verdes, unidades de conservação e educação ambiental.

Inclui também o desenvolvimento de estratégias para a implementação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) já existentes (municípios de Mascote, Canavieiras, Itapebi, Belmonte, Itagimirim, Santa Cruz Cabrália, Eunápolis, Porto Seguro, Guaratinga e Itabela), visando ampliar a escala e o impacto das ações propostas.

O Corredor Central da Mata Atlântica

Prevê ainda a articulação institucional, a mobilização de recursos técnicos e financeiros e o apoio na elaboração dos PMMA dos municípios da Região Cacaueira que ainda não têm o plano.

A proposta considera um processo integrado, regionalizado e colaborativo para a elaboração dos planos, otimizando recursos e aplicando os conceitos de planejamento e gestão de paisagens, considerando a vulnerabilidade a mudanças climáticas e propondo ações para mitigação e adaptação baseadas nos ecossistemas.

Se essa praça fosse minha

Em 2016, iniciamos um trabalho de mobilização social no bairro Bela Vista na cidade de Ilhéus, com objetivo de recuperar uma área verde do bairro que tinha sido transformada em lixão. Como resultado desse movimento, a área de quase 10 mil metros quadrados foi completamente recuperada e viabilizada para uso público. Desse trabalho inicial, surgiu o grupo “amigos da matinha”, grupo de moradores do bairro que mantém a mobilização e financia mensalmente a manutenção da área com limpeza, plantios de espécies arbóreas e manutenção geral. A área conhecida como “Matinha do Pacheco”, possui um setor reservado para eventos e brinquedos infantis e o setor de recuperação florestal.

Veja a seguir as imagens comparativas da situação inicial da área da matinha que motivou a mobilização social em torno de sua recuperação e a vista da área da matinha 5 anos após intervenção
Plano futuro da área da matinha conforme projeto do grupo amigos da matinha

Floresta de Camboatá

A Floresta do Camboatá é uma área verde de 1,6 milhão de metros quadrados, localizada em Deodoro, na divisa entre as zonas norte e oeste da Cidade do Rio de Janeiro, que durante mais de uma década esteve ameaçada de ser destruída para dar lugar ao novo autódromo internacional. A área tem grande importância ecológica, abrigando mais de 140 espécies de plantas, incluindo quatro espécies de árvores ameaçadas de extinção, 150 espécies de aves, duas delas ameaçadas, e dezenas de outras espécies da fauna nativa, sendo três ameaçadas de extinção.

É também muito importante para o microclima dos bairros do entorno e para o armazenamento de água das chuvas, numa região que já sofre com problemas de alagamento. Diante do cenário de intensificação de eventos climáticos extremos, eliminar quase 200 hectares de floresta nativa no coração de uma metrópole seria um verdadeiro crime contra a resiliência climática da cidade.

Graças à uma intensa e muito bem articulada mobilização da sociedade civil – da qual o CICLOS participa e contribui ativamente desde 2019 – a licença para construção do autódromo foi negada e, em 9 de dezembro de 2021, a Lei Municipal 7183/2021 assegurou sua proteção definitiva, por meio da criação do Refúgio de Vida Silvestre da Floresta do Camboatá.

Ainda falta muito por fazer! O REVIS da Floresta do Camboatá depende da cooperação entre o Exército Brasileiro (que tem a tutela da área) e a Secretaria de Meio Ambiente da Cidade do Rio de Janeiro (responsável pela gestão da UC), o Conselho Consultivo precisa ser formado e o plano de manejo precisa ser elaborado. Como integrante do Movimento SOS Floresta do Camboatá, o CICLOS continua empenhado em prover análises e informações técnicas para a efetiva implementação desta UC, cuja criação é fruto de uma das mais icônicas conquistas do movimento ambientalista brasileiro.