Skip to main content

Restauração em escala de paisagens no território Abrolhos Terra e Mar

Objetivo

Promover a recuperação da vegetação nativa e monitoramento ecológico em 170 hectares, utilizando diferentes técnicas de restauração florestal, no interior do Parque Nacional do Descobrimento, no município do Prado (BA). O objetivo é ampliar a conectividade ecológica no território e gerar oportunidades de trabalho e renda para comunidades locais.

Vista aérea de área de restauração florestal no território Abrolhos Terra e Mar

IMPACTO

Técnicas de Restauração:

As áreas foram caracterizadas quanto às técnicas silviculturais a serem aplicadas.

Plantio adensado de mudas

hectares:

112%

Condução da regeneração natural e enriquecimento

hectares:

58%

Período de Execução: Março de 2023 a setembro de 2027

A Mata Atlântica ainda persiste no território Abrolhos Terra e Mar
Valor do projeto:
3,2

R$ 3.233.548,12 (aportados pela Conservação Internacional, por meio do seu programa ‘Flagship de Restauração’)

Resultados:
108

Até dezembro de 2024, a área total de intervenção em campo do projeto alcançou 108,67 hectares.

Atores Envolvidos:

Para o desenvolvimento das atividades na área do Parque Nacional do Descobrimento, o CICLOS conta com a anuência e colaboração da gestão da unidade de conservação. A equipe de reflorestadores é composta por indígenas contratados pela Associação Indígena Comunitária da Aldeia Tibá (AICATIBA) e pela Associação Indígena Xohã Tanara, sediada na Aldeia Gurita, ambas no Território Indígena Comexatibá, município do Prado (BA).

PARCEIROS RESTAURADORES

Parte do grupo de restauradores florestais no território Abrolhos Terra e Mar

Leandro Rodrigues Sousa

Leandro nasceu em Rio do Prado, Minas Gerais, é casado e pai de três filhos. Antes de ingressar na equipe de restauradores florestais, trabalhou como servente de pedreiro em Itamaraju e Cumuruxatiba. Na região ficou sabendo do projeto de restauração e se juntou à equipe em março de 2025.

“Nunca antes tinha trabalhado com plantios florestais, quando comecei gostei de mais de poder contribuir com a natureza.”

Edson Kirley de Almeida

Edson nasceu em Azucena, Minas Gerais. Casado e pai de duas filhas, saiu de Minas Gerais para passear e gostou tanto da região do extremo sul da Bahia que acabou comprando um lote de terreno e ficando por lá. Trabalhou como carpinteiro, pedreiro, motorista e se integrou à equipe de restauradores em junho de 2025.

“Em Minas, desde criança trabalhei na roça e gostava muito de plantar mudas de árvores, embora nunca na escala em que estamos plantando aqui. Temos que cuidar da natureza, plantando florestas, cuidando de nossa água e protegendo os animais.”

Vilmar dos Santos de Jesus

Vilmar nasceu em Itamaraju, e é solteiro. Conheceu o Cacique Diego da aldeia Gurita e o convidou para trabalhar no projeto de restauração florestal. Antes de vir pra aldeia, trabalhou em Itamaraju na colheita do café e em Cumuruxatiba trabalhou como gari.

“Este trabalho de plantar florestas é muito bom, pois tem muita gente desmatando ainda e eu gosto de contribuir replantando o que acabou. Tivemos desmate e incêndios grandes por aqui e assim eu posso ajudar a natureza. Agradeço muito ao cacique que me trouxe aqui, aos meus parceiros de equipe e ao Ciclos, pela força de poder trabalhar no que eu gosto. Este para mim é o melhor trabalho que já tive.”

José Bete Bráz da Cruz

José é pai de 4 filhos, nasceu na Barra do Cahy, gosta de pescar e viver nesse território. Atualmente é presidente da associação indígena Xohã Tanara. Cresceu em uma barraca de palha em permanente convívio com os animais da mata. Conta que, até 1999, a região sofria muito com desmatamento, eram muitos caminhões que saíam carregando madeira. Hoje ainda tem desmatamento, mas diminuiu bastante.

“Tenho um sonho que está se realizando hoje que é trabalhar com reflorestamento, pois não sou apenas eu que preciso respirar sem poluição. Trabalho muito na pescaria e hoje encontrei um grande parceiro no Ciclos que me ajudou a ver essa realidade que enxergo hoje. Esta área que estamos reflorestando com o Ciclos, foi uma área que queimou durante mais de três meses e precisamos da ajuda de avião, IBAMA e comunidades indígenas e bombeiros de Brasília e Salvador para contê-lo. Estou muito orgulhoso de estar reflorestando. Eu, como indígena, gostaria que todos os que sentem no coração a floresta nos ajudassem a restaurar nossas reservas florestais.”

Aline Vilarinho Alves

Aline é casada e mãe de dois filhos. Nasceu no povoado chamado Veleiro, hoje aldeia Tawá. Atua como tesoureira na associação indígena comunitária da aldeia Tibá. Viveu sua infância na aldeia, pescando e caçando. Com dez anos foi morar em Cumuraxatiba para estudar, lá concluiu o ensino médio. Além do trabalho na associação, é professora de educação infantil, gosta muito de pescar e adora plantar e cuidar do seu plantio de SAFs.

“Nosso parceiro Ciclos nos apoiou muito com geração de trabalho e renda, além de aprender sobre gestão de associação. Isso foi muito bom pois a gente pode também ajudar muito mais nossa comunidade. Hoje a natureza sofre muito, precisamos plantar muito mais árvores para deixar um lugar melhor para nossos filhos e netos.”